Segunda-feira, Maio 28, 2012

Idas & Vindas

Boa Noite!
Sábado, conversando com a profª Dani, do CNA Idiomas, fiquei sabendo que, às vezes, ela dá uma espiadinha no "Um dia no amanhã". É muito bom quando as pessoas se revelam leitoras do que escrevo. Talvez, estas me conheçam mais do que eu imagino, porque minhas palavras traduzem minha vida.

O final de semana foi maravilhoso! As lembranças da XXII Conferência Distrital deixaram consigo experiências, motivações e conhecimentos indestrutíveis e que, com certeza, levarei para sempre. 
A Angela López, Intercambista da Venezuela, veio para a Conferência, porém ainda está em Santiago, para a alegria do Interact Club Terra dos Poetas, o qual está a recepcionando. É muito bom conversar com ela! Hoje, durante a tarde, levamos a Angela para conhecer a Estação do Conhecimento. Sinto vergonha, mas tenho de admitir que eu ainda não havia visitado o local para que tivesse a oportunidade de saber exatamente o que existe em cada salinha. Então, aproveitei e valeu a pena!

Amanhã, o Interact completa dois anos e sinto-me completamente feliz por fazer parte desta histórias.

Companheiros (OPA, não falo apenas para a Família Rotária, então, não deveria usar o termo "Companheiros". Não pensem jamais que escrevi isso por querer, pois foi automático. É o uso da expressão de forma intensa nos últimos dias.) Retornando... Caros leitores, hoje, vou dormir feliz, sem peso na consciência: Blog atualizado, muitas visitas nos últimos dias, objetivos alcançados e muita vontade de realizar o restante dos meus sonhos.
Uma ótima terça-feira a todos! Que toda a minha felicidade e um pouco mais chegue a cada um de vocês.

Domingo, Maio 27, 2012

Um ano como Interactiana!


Ouço questionamentos, intrigas da oposição. Ouço pessoas falando de tempo, de problemas pessoais, mas o que vejo é mais difícil de aceitar. Vejo políticos corruptos, jovens drogados, famílias desestruturadas, a educação precária. Vejo, porém, por parte de alguns, a vontade de mudar, de crescer, a vontade de fazer a diferença, em meio à correria. Vejo o desejo de transformar o mundo em uma aldeia de paz e amor, mas eu ainda gostaria de assistir a mais crianças brincando e sorrindo e não, sendo escravas de ignorantes. Não queria o abuso, o estupro, queria a alegria de todas as crianças, a compreensão de todos os adultos e a calma de todos os idosos. Então, há um ano, vi que eu poderia, sim, ser mais do que eu era. Não que eu quisesse me sentir superior perante os demais, mas no sentido de que é preciso ser mais humana, paciente e ouvir, ouvir os outros, aprender a  conviver com opiniões diferentes e, como não bastassem as opiniões, conviver com as realidades diferentes. Ver o que é a pobreza e o que é a riqueza. Vi que era possível encontrar a riqueza em meio ao lixo e ao abandono, em meio à sujeira e a miséria. Percebi que poderia encontrar a pobreza onde só havia o ouro. 

Eu aprendi, eu cresci, porque, a cada dia, quero dar maior valor ao que sou, ao que as pessoas são e, mesmo que todos tenham defeitos, o ser humano é, ainda, aquele que possui maior capacidade para que, então, mude, transforme o mundo.
Um ano de crescimento, de absorção de experiência. Um ano de valorização do sorriso, do olhar. 
Interact é isso: é tudo o que acabei de escrever e mais o companheirismo, a amizade e o respeito. Quero ser Interact daqui um tempo, mesmo que eu tenha ultrapassado meus 18 anos e sei, ainda, que tudo o que conquistei até hoje, seja em ensinamentos, experiências, me acompanharão daqui para o sempre.

Há um ano sou Interactiana. Daqui dois dias, o Interact Club Terra dos Poetas completa dois anos! 

Final de semana valioso

O final de semana foi de muito proveito, pois a Terra dos Poetas sediou a XXII Conferência Distrital 4780. O encontro reuniu interactianos, rotaractianos e rotarianos de todo o distrito, inclusive intercambistas. O Interact Terra dos Poetas está ainda com a visita da Angela López, da Venezuela. Foram dias incríveis, visto que, além das excelentes palestras, tivemos a oportunidade de conhecer e trocar experiências com pessoas de outras culturas e etnias.
Em breve, as fotos e maiores detalhes.

Sexta-feira, Maio 25, 2012

Sem rumo

A vida é estranha, mais do que eu pensava. Não quero tentar entendê-la, mas, talvez, isso seria o ideal para que muitas angústias se dissolvessem com o tempo. Tenho pensando, refletido sobre os últimos acontecimentos e sinto vontade de conversar, de não guardar tudo somente para mim, mas é difícil. Nunca tive problemas com comunicação, porém conheço os que me rodeiam e, quem sabe, por conhecer, sei que não é assim, chegar e falar o que eu preciso falar. Não, não estou citando a confiança, nem pense nisso. Aqueles que estão ao meu lado são os meus de verdade e, por isso, não é fácil colocar tudo em risco. Ou será pior guardar só para mim e ficar imaginando bobagens? Sim, porque o ser humano imagina demais, é muito criativo, inventa histórias, absurdos, algumas vezes, reais, mas nem sempre. Então, o que fazer? Ignorar? Deixar que o orgulho fale mais alto? Não sei! Confesso que estou sem rumo certo. A situação não está fácil, mas o jeito é continuar, remando, remando, enfrentando tempestades, até que se chegue à terra firme.

Sábado, Maio 19, 2012

Conto: Reescrever & Reencontrar

Estava com medo de voltar, rever todo mundo. Na verdade, eu tinha medo de que tentassem me pressionar para que eu voltasse para sempre. Eu não queria isso, porque eu gostava de viver longe de tudo e todos. É claro que a saudade, às vezes, apertava, principalmente, quando o assunto era família. 
Meus amigos, os de sempre, estava "espalhados" pelo mundo, mas a maioria longe de mim. Era difícil, impossível, eu nunca havia encontrado algum deles andando tranquilamente pelas ruas de Londres e juro que se tivesse encontrado, teria parado, convidado-o para tomar um café. Assim, eu teria um pouco de paz, de descanso, deixaria de lado a correria, a vida dos outros. Sim, porque, queira ou não, eu vivia para correr atrás de celebridades, redigir textos, fotografar e fazer com que a revista fosse o maior sucesso do país. Estudei para isso, sonhei com isso e gosto de viver assim.

Meus pais sabiam que eu estava por chegar, mas não quis dar certeza em datas. Não sei porque, talvez, para que tivessem uma surpresa. Meu irmão, com certeza, estaria na faculdade naquele momento.
Era noite, as estrelas brilhavam no céu. Tudo era diferente há dez anos atrás. Eu até havia voltado ao Brasil, mas não a Santiago. Passei em frente ao colégio, às casas de antigos amigos. Vi minha infância e adolescência enquanto o carro passeava lentamente pela cidade. As coisas não eram as mesmas. 
Tive um impulso e uma pequena vontade de ir caminhando, mas, então, ao abrir a janela, percebi que o Minuano estava gelado, como sempre. 
-Desculpe, mas não perguntei qual é o seu destino. Disse o motorista, um senhor. Eu não o conhecia.
-Por favor, siga reto. Quando for para dobrar, eu digo.
Não quis dizer a rua, o nome do lugar onde eu realmente ia, porque se não, ele diria "-Ah, sim. Sei onde é." e aceleraria.
Eu queria curtir aquele momento. Queria aproveitar, porque aquilo era inédito para mim. Senti-me importante ao ver, em uma loja, um banner com minha foto. Minha mãe havia falado da homenagem e, por saber que naquele ano eu visitaria a Terra dos Poetas, pediu para que a cerimônia aguardasse a minha chegada.

De repente, quando eu menos esperava, ao se aproximar do lugar de destino, vi minha amiga, a minha melhor amiga. Estivemos afastadas nos últimos anos, mas eu ainda sentia um imenso carinho por ela. Lembrei imediatamente de uma tarde no shopping, em que fomos muito felizes. Tempos bons aqueles. Então, comecei a relembrar outros fatos, da muitas noites em que dancei nos CTG's de Santiago e doeu pensar que, talvez, eu nem soubesse mais dançar, se quer, uma vaneira.
Não sei porque não pedi para o motorista parar imediatamente quando reconheci a menina, ou melhor, a mulher. Ela já não era mais uma moça. Eu também não era. 

O carro se aproximava da minha casa e não consegui conter as lágrimas ao ver aquela avenida, naquele inverno rigoroso, mês de junho. Que dia é? Dia 20. Daqui menos de uma semana é o aniversário de alguém especial. Há alguns dias, foi o aniversário do meu melhor amigo. Por onde estaria? É inacreditável que a vida tenha dado tantas voltas a ponto de nos separar. Não! Se a vida tivesse nos separado, eu não lembraria de ninguém, eu não estaria chegando em casa.

-Dobre à esquerda, por favor e depois, à direita.
Era ali. Suei, apesar do frio. Estavam em casa. Pensei em pegar o telefone para avisar que estava chegando, mas resolvi descer do carro. Pedi ajuda ao senhor com as malas. Toquei a campainha e, percebendo que a porta não estava chaveada, abri-a e senti tanto a falta do meu cachorro. 
Meu pai descia a escada apressado, com certeza, assustado.
-Pai, sou eu!
Corri para seus braços.

O amor que não é eterno

Há quem diga que o amor é eterno, que ele nunca acaba. Acredito que até possa existir um tipo de amor que possua a característica da eternidade, porém a maioria chega ao fim. Se existe algo, que aprendi em pouco tempo de vida, é que os únicos amores que, na maioria das vezes, não se dissolvem são o de pai e de mãe. Isso se não pensarmos em violência familiar, abusos, enfim, mas esse não é o foco do que escrevo.
Falo hoje do amor que nasce de um olhar, de um sorriso, de um abraço, do amor de um homem e uma mulher, do amor entre amigos. Parece fácil falar, parece pouco complicado viver e entender um sentimento, mas o mais difícil ainda é torná-lo eterno. Não duvido dos jovens que dizem que amam, dos amigos que dizem "Eu te amo" a qualquer hora e tenho em mente que, um dia, isso pode acabar. Afinal, as coisas mudam, os roteiros são diferentes, as pessoas passam e os respectivos momentos, bons ou ruins, jamais serão para sempre.
Um amor de infância, uma amizade, sentimentos que não têm o porquê e, se quer, como acabarem. Daí, surge o erro, o engano. As crianças crescem, traçam metas e podem tornar-se adultos totalmente diferentes do que foram quando pequenas, porque, tendo um pai e uma mãe, podendo brincar a qualquer hora, as coisas são mais fáceis. Quando se têm obrigações, quando é preciso se sustentar, os caminhos mudam e qualquer sentimento, por mais forte, intenso que tenha sido, pode se dissolver, pode se perder.
Queria algo eterno, entende? Mas para que algo fosse eterno, tudo teria de permanecer igual para sempre. As mudanças teriam de ser descartadas, muitos sonhos abandonados, inclusive a felicidade e, então, de que valeria viver? Prefiro algo que me faça sorrir, independente do amanhã, porque se este repetir "Não dá mais. Chegou ao fim.", com certeza, é para evitar sofrimento. Quero um momento inesquecível, um dia de sol, uma tarde de chuva, uma noite de lua cheia, pessoas especiais e verdadeiras, sem preocupação com o que está por vir, mas sim, com o que vivemos naquele instante.

Quinta-feira, Maio 17, 2012

(...) o que penso e falo enquanto durmo (...)

De repente, alguém é capaz de saber o que penso e falo enquanto durmo, mesmo estando a mais de mil quilômetros de distância. Isso é uma troca, sabe, de favores. Eu o faço rir e, no outro dia, concluo que falo bobagens, absurdos, misturo todos os acontecimentos do dia em menos de cinco minutos. Essa é a mente humana: ela  provoca risos, descobertas e companheirismo, parceria.